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| QUARESMA, CHURRASCO E MUDANÇA DE VIDA |
12/04/2009 |
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A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem o Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV. Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d.C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma. Neste período os católicos são convocados a uma reflexão e a penitência. Mas será esta prática bíblica?
Temos que nos lembrar que nenhum sacrifício de nossa parte tem valor. Não podemos imaginar que só neste período a nossa vida cristã deve passar por uma reflexão. Por que pensar apenas neste período? Por que se abster de algumas coisas apenas neste período? Por exemplo, alguém bebe o ano todo, mas neste período diz: “Vou fazer um sacrifício durante quarenta dias e por isso não vou beber”. Isso não vale nada! Além do mais, todo sacrifício necessário foi feito por Cristo na cruz. Como disse o Escritor aos Hebreus: “assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos...” (Hebreus 9:28). E também afirma outra vez: “Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas” (Hebreus 10:10). E mais uma vez declara: “porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hebreus 10:14).
A santificação é um processo, e não se consegue isto de uma hora para outra, muito menos com atitudes humanas, atitudes estas que não visam uma mudança concreta da vida. Quem foi transformado pelo poder de Jesus Cristo experimenta a transformação de seu ser interior. Cristo nos chama a viver em novidade de vida (Romanos 6:4), como novas criaturas (2 Coríntios 5:17). Quem se apega a ritos criados por homens firma-se na areia e não na Rocha. Como disse o profeta: “Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre o pano de saco e cinza? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao SENHOR?” (Isaías 58:5). Se as pessoas pensam que apenas nestes quarenta dias devem buscar uma santificação, então elas enganam-se a si mesmas.
Além do mais, em nenhum momento no Novo Testamento vimos os cristãos jejuarem neste período. Jesus ensinou que o jejum fosse algo individual e sem a propaganda como faziam os fariseus (Mateus 6:16-18). Portanto, digo sem medo de errar, que a Quaresma com todos os ritos e preocupações alimentares na verdade não vale coisa alguma. Como disse Paulo: “Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: ‘Não manuseie!’, ‘Não prove!’, ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2:20-23).
Que pena que muita gente neste período vai deixar de comer um bom churrasco, mas vai continuar com a mesma vida de pecado e presa nas trevas da ignorância. Somente Jesus transforma a vida por completo, sem ritos, sem fórmulas humanas, sem regras. Que bom é saber que estamos na graça e não na Lei.
Tenha uma ótima semana com Jesus. De seu amigo, Pr. Gilson Jr.
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