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| O CAMINHO DO SALVADOR |
05/04/2009 |
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Esta semana comemora-se a páscoa, ou como muitos gostam de dizer, a “Semana Santa”. Para nós há uma diferença entre termos e conceitos, que se não forem esclarecidos podem gerar um conhecimento deficiente de Deus, Sua pessoa e Sua obra.
A Páscoa é uma festa judaica, não cristã. Sua origem remonta à libertação de Israel do cativeiro de 400 anos que os hebreus passaram no Egito. Deus levantou Moisés para libertar Seu povo, manifestando esta libertação através de sinais que desbancaram os deuses egípcios. Na noite da última praga – que foi a morte dos primogênitos – Deus instituiu a Páscoa como memorial perpétuo em Israel (Êxodo 12). Como símbolos desta libertação, Deus ordenou que os israelitas escolhessem um cordeiro, macho, sem defeito (Êxodo 12:3-5), de um ano, e deveriam guardá-lo até o décimo quarto dia, quando deveria matá-lo e aspergir os umbrais da porta o sangue do cordeiro (Êxodo 12:6,7). Depois, deviam na mesma noite assar a carne no fogo e comer com ervas amargas e pão sem fermento, representando a dor do cativeiro e uma vida santificada (Êxodo 12:8). Eles deviam estar prontos para partirem logo cedo, pois o Senhor iria passar pela terra do Egito (Êxodo 12:11). Este é o verdadeiro significado da páscoa (xs;P,î [PeºsaH] em hebraico), a passagem do Senhor sobre o Egito para libertar Israel.
A conexão com o cristianismo está na pessoa de Jesus Cristo. Ele era judeu, e foi na semana da festa da páscoa que Ele teve seus últimos momentos de vida. Jesus chegou em Jerusalém e foi aclamado pela multidão (Mateus 21:1-11). No dia da festa dos pães sem fermento (Festa dos pães asmos), Jesus mandou seus discípulos prepararem o lugar da ceia pascal (Mateus 26:17-19), pois era neste dia que se sacrificava o cordeiro (Marcos 14:12). A páscoa era comemorada no 14º dia de Nisã, e a festa que Mateus menciona era um prolongamento da festa da páscoa (Deuteronômio 16:1-8) e começava logo em seguida à Páscoa. Durava sete dias, de 15 a 21 de Nisã, e comemorava a libertação da escravidão no Egito e só se fazia pão sem fermento (Êxodo 12.14-20). Foi no Cenáculo que Jesus celebrou pela primeira vez a Ceia do Senhor (Mateus 26:20-30; Marcos 14:12-26; Lucas 22:7-23; João 13:18-30), mostrando pela primeira vez o simbolismo de Sua morte: O pão partido – símbolo do corpo – e o vinho – símbolo do sangue derramado em favor dos pecadores. Este dia era uma quinta-feira.
Após a Ceia, Jesus foi com os discípulos para o jardim do Getsêmani (Mateus 26:36), que fica no monte das Oliveiras. Ali, Jesus enfrentou uma das mais duras batalhas em oração. Ele sentia toda a tristeza e o peso do pecado. O Ser mais santo que existe no Universo tinha diante de si a possibilidade de abandonar a vontade de Deus ou obedecê-la até o fim. Por amor Ele obedeceu (Mateus 26:39). Naquela noite Ele foi preso através do beijo traidor de Judas (Mateus 26:47-56) e seus discípulos fugiram, deixando-O só.
Na sexta-feira Jesus foi julgado de forma abusiva. Ele foi levado ao Sumo Sacerdote Caifás, que o acusou de blasfêmia. Ali, nas mãos dos sacerdotes e membros do Sinédrio, Jesus foi espancado (Mateus 26:67,68). Depois Ele foi levado ao governador romano, Pôncio Pilatos, que para não entrar numa questão religiosa dos judeus, e sabendo que Jesus era de Nazaré da Galiléia, envia-o para Herodes (Lucas 23:6-11). Na presença de Herodes Jesus permaneceu em silêncio, e mais uma vez foi humilhado. Herodes envia-O de volta a Pilatos, que pressionado pelos sacerdotes e pelo povo, condena Jesus à morte e liberta o terrorista nacionalista Barrabás (Mateus 26:11-26). Antes de ser crucificado, Jesus foi açoitado no Pretório (residência oficial do governador), humilhando-O ainda mais.
Ainda naquela sexta-feira, Jesus foi levado para ser crucificado. Ele levava o patibullum, a trave que, fixada ao poste vertical, formava a cruz. No caminho da crucificação Ele foi humilhado pelas pessoas (Mateus 27:32-44; Marcos 15:21-32; Lucas 23:26-43; João 19:16-27). Ele morreu na sexta-feira às três horas da tarde (Mateus 27:45-56) e por isso José de Arimatéia se apressa em sepultar Jesus, pois o sábado começava no pôr do sol do sexta-feira. Ao iniciar o sábado, Jesus já estava na sepultura.
Mas o texto nos diz que, “Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” (Mateus 28:1). Essas mulheres não imaginavam que, no domingo pela manhã já não veriam o corpo de Jesus dilacerado e marcado pelos sofrimentos infligidos a Ele, mas um corpo ressurreto. Ao amanhecer o domingo, surgiu a esperança da vida eterna.
Por isso este momento é importante para nós. Não por causa da páscoa, mas de Jesus, que foi e é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:30) Este período nos lembra que, nesta época, “... Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Coríntios 15:3,4). Esta semana não é santa por causa da páscoa. Para nós não há semana santa, mas todos os dias são santos, pois é o Senhor quem nos dá.
Por isso lhe convido, nesta semana, a participar do Caminho do Salvador. Nestas celebrações (veja informações abaixo) de 1h20m, meditaremos sobre cada um dos últimos dias de Cristo na Terra, Sua morte e ressurreição. Não perca a oportunidade de ver o que Jesus fez de um modo mais profundo.
Tenha uma ótima semana com Jesus. De seu amigo, Pr. Gilson Jr.
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