DIFERENÇAS SUBSTANCIAIS ENTRE CRISTIANISMO E ISLAMISMO 25/01/2009
Para concluir esta pastoral vamos fazer os apontamentos finais que diferenciam o cristianismo e o islamismo. O grande “calcanhar de Aquiles” é a questão da Trindade, pois dela se define quem é Jesus e a questão da salvação.
Deus é Um Absoluto ou Triúno? Alá é descrito pelos mulçumanos em termos de vários atributos básicos, mas o princípio fundamental é o atributo da unidade absoluta. De todos os atributos do Deus islâmico, o mais importante é sua unidade indivisível. Negar isso é blasfêmia.
Nós defendemos um Deus Triúno. Isso não significa em absoluto que cremos em três deuses (triteísmo). O termo Trindade significa simplesmente “triunidade”. Deus não é uma unidade simples; há pluralidade em sua unidade. A Trindade é um dos grandes mistérios da fé cristã. A Trindade vai além da razão, mas não contra a razão. Ela é conhecida apenas pela revelação divina, portanto não é um assunto da teologia natural, mas da revelação.
Embora a palavra Trindade não apareça na Bíblia, seu conceito é claramente ensinado nela. A lógica da Trindade é simples. Duas verdade bíblicas são evidentes nas Escrituras, cuja a conclusão lógica é a Trindade:
 Há um Deus.
 Há três pessoas distintas que são Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Um Deus é o ensinamento central do judaísmo, em que a Shema‘ afirma: “Ouça, ó Israel: O SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6:4). Quando perguntaram a Jesus sobre o maior dos mandamentos, ele respondeu a Shema‘ (Marcos 12:29). Apesar do ensinamento forte sobre a divindade de Cristo (veja Colossenses 2:9), o apóstolo Paulo disse enfaticamente: “para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos...” (1Coríntios 8:6a). Do princípio ao fim, as Escrituras falam de um só Deus e considera todos os outros como falsos deuses (Êxodo 20:3; 1Coríntios 8:5,6).
Entretanto, a Bíblia reconhece a pluralidade da divindade. Apesar da doutrina da Trindade não ser tão explícita no Antigo como no Novo Testamento, há passagens em que os membros da Trindade são distinguidos. Às vezes eles falam uns com os outros: “O SENHOR disse ao meu Senhor: ‘Senta-te à minha direita até que eu faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés’.” (Salmo 110:1).
O Pai é Deus. Em toda a Bíblia Deus é chamado de “Pai”. Jesus nos ensinou a orar ao “Pai nosso” que está no céu (Mateus 6:9). Deus é o Pai celeste (Mateus 6:32) e o Pai dos espíritos (Hebreus 12:9). Como Deus, Ele é objeto de adoração (João 4:23). Ele não é chamado apenas de “nosso Pai” (Romanos 1:7), mas também de “o Pai”, “Deus e Pai” e tantas outras expressões (João 5:45; 6:27; Romanos 15:6; 1 Coríntios 8:6; 2Coríntios 1:3).
O Filho é Deus. A divindade de Cristo é clara em toda Escritura. Jesus afirmou ser Deus. YHWH (Yahweh ou Javé), transcrito em nossas Bíblias como SENHOR (em letras maiúsculas) era o nome de Deus revelado a Moisés em Êxodo 3:14, quando Deus disse: “EU SOU O QUE SOU”. Em João 8:58, Jesus declara: “... antes de Abraão nasceu, EU SOU”. Essa declaração reivindica não apenas a existência antes de Abraão, como a igualdade com “EU SOU” de Êxodo 3:14. Os judeus compreenderam tão bem esta declaração que eles queriam pegar em pedras para apedrejá-lo por blasfêmia (cf. Marcos 14:62; João 8:58; 10:31-33; 18:5,6). Jesus também disse que é “o primeiro e o último” (Apocalipse 2:8).
O Espírito Santo é Deus. A mesma revelação de Deus que declara que Cristo é o Filho de Deus também menciona outro membro da Trindade divina chamado Espírito de Deus, ou Espírito Santo. Ele também é igualmente Deus como o Pai e o Filho, e também uma pessoa distinta. O Espírito Santo é chamado “Deus” (Atos 5:3,4). Ele possui os atributos da divindade, tais como onipresença (Salmo 139:7-12) e onisciência (1Coríntios 2:10,11). Aparece associado a Deus Pai na criação (Gênesis 1:2). Está envolvido com outros membros da Trindade na obra da redenção (João 3:5,6; Romanos 8:9-17,27; Tito 3:5-7).
A má interpretação islâmica se deve ao fato de que a mentalidade mulçumana cria obstáculos de modo que a Trindade não seja aceita. Algumas destas dificuldades são filosóficas, outras são bíblicas. Mas em geral, eles fazem uso arbitrário e seletivo dos textos bíblicos para mostrarem a “incoerência” cristã. O conceito de Cristo como “Filho unigênito de Deus” é visto de um ponto de vista meramente antropomórfico, em que, pensam eles que Deus não poderia se envolver sexualmente com uma mulher. O interessante é que em nenhum lugar da Bíblia isso é dito.
Com isso concluímos que o islamismo, para defender a posição do Alcorão, nega a Bíblia – embora declare que ela veio de Deus. Nos acusam de ter deturpado o Livro (é assim que chamam a Bíblia) e de ter criado deuses além de Alá. Para eles, o cristianismo criou Jesus e Maria como deuses. Entretanto, nenhuma das acusações islâmicas se sustentam ao exame minucioso das Escrituras.
Há muito a se dizer sobre este assunto. Por isso lhe convido a participar dos estudos sobre a Trindade nas celebrações de quarta-feira. Creio que será de grande importância para sua vida espiritual.

Tenha uma ótima semana com Jesus Cristo.
De seu amigo, Pr. Gilson Jr.

 
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