| |
| AS TRAGÉDIAS HUMANAS E A SOBERANIA DIVINA |
07/12/2008 |
 |
Nestas últimas semanas temos visto cenas de destruição e morte no Estado de Santa Catarina. Vidas que perderam tudo, cidades literalmente debaixo d’água, cenas talvez nunca imaginadas por nós. Uma rede de solidariedade tem se levantado em nosso país. Mas é natural pensarmos: Como podemos ver Deus numa situação como essa?
Deus governa o mundo e todas as coisas inanimadas. A soberania de Deus caracteriza o Ser inteiro de Deus. No grande espaço da eternidade, que se estende antes de Gênesis 1:1, o universo não havia sido criado, mas existia tão somente na mente do Grande Criador. Em Sua majestade soberana, Deus vivia em perfeita harmonia consigo mesmo. Naquele tempo – se é que podemos chamar tempo – Deus era soberano. Podia ou não criar conforme a sua boa vontade. Podia criar este mundo ou milhões iguais a este. Podia criar diferentes tipos de criaturas e mundos possíveis. E quem podia discutir com Ele o direito de fazê-lo? Se Ele queria, podia tanto chamar a existência um mundo tão imenso que suas dimensões escapariam por completo ao cálculo finito, como criar um organismo tão pequeno que nem o mais poderoso microscópio haveria de revelar sua existência aos olhos humanos. Se o Deus soberano, em lugar de uma uniformidade completa, decidiu criar uma vasta classificação no universo, desde o mais sublime Serafim ao réptil que se arrasta silencioso, desde os mundos que giram em torno de seus eixos aos átomos que flutuam no espaço, do macrocosmo ao microcosmo, quem haveria de discutir sua Soberana vontade?
Considere, pois, a ação da soberania divina muito antes que a luz viesse a existir. A quem Deus consultou para determinar a criação e disposição de suas criaturas? Veja os pássaros voando pelos ares, as feras vagando pela terra, os peixes nadando no mar, e logo pergunte: Quem os fez diferentes assim? Não foi o Criador que soberanamente lhes designou seus diversos lugares e adaptações? Olhe para o céu e observe os mistérios da soberania divina. Diz Paulo, “Um é o esplendor do sol, outro o da lua, e outro o das estrelas; e as estrelas diferem em esplendor umas das outras” (1Coríntios 15:41). Mas, por que? Por que havia de ser o sol mais glorioso que a lua, mais glorioso que os planetas que giram em torno dele? Por que haveria de ter estrelas mais brilhantes que outras? Por que tantas desigualdades? A única resposta possível é que “por tua vontade elas existem e foram criadas” (Apocalipse 4:11).
Isso é apenas uma parcela do que podemos refletir. Podemos ver a soberania de Deus nos planetas, no reino animal e até mesmo nas hostes celestes. Até mesmo na raça humana podemos ver a soberania de Deus. Por que você acharia estranho que Deus se compraz em dar cinco talentos a um e a outro somente um? Por que você acha estranho que um nasça robusto e outro, dos mesmos pais, fraco e doente? Por que você acha estranho que Abel seja tirado na flor da idade, mas se permite que Caim siga vivendo durante anos? Por que você acha estranho que alguns nasçam negros e outros brancos; uns idiotas e outros de elevada intelectualidade; uns de constituição letárgica e outros de um dinamismo robusto; uns com temperamento egoísta, rebelde e ambicioso, e outros abnegados, submissos e desprendidos? Por que você acha estranho que uns são dotados para dirigir e governar, mas outros são somente aptos para seguir e servir? Será que a herança e o meio não podem explicar todas estas variações e desigualdades? Não, não pode. É Deus quem faz a diferença. Por que? Porque “Pai... assim foi do teu agrado” (Mateus 11:26). Esta é nossa resposta.
Aprendamos, pois, esta verdade básica: o Criador é soberano absoluto, executa Sua própria vontade, efetua aquilo que lhe agrada, e não considera senão a Sua própria glória. Diz a Bíblia: “O SENHOR faz tudo com um propósito...” (Provérbios 16:4). E acaso não teria perfeito direito de fazê-lo? Posto que Deus é Deus, quem ousará disputar Sua prerrogativa? Murmurar contra Ele é pura rebeldia. Discutir Seus caminhos é querer anular Sua sabedoria. Criticá-lo é pecado da pior espécie. Temos duvidado de quem Ele é? Como diz Isaías: “Diante dele todas as nações são como nada; para ele são sem valor e menos que nada. Com quem vocês compararão Deus? Como poderão representá-lo?” (Isaías 40:17,18)
Pensar num Deus que criou o mundo e o deixou a mercê das leis da natureza (deísmo) e isso é antibíblico. A Bíblia destaca: “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas” (Apocalipse 4:11). O que aconteceu em Santa Catarina não foi apenas uma ação da natureza, isolada em si mesma, fruto das mudanças climáticas. A mão de Deus está também por trás das catástrofes. Ele não faz o mal, mas pode permitir que situações adversas nos sobrevenham para nos ensinar alguma lição.
Sejamos solidários, façamos algo pelos nossos irmãos brasileiros que sofrem naquele estado. Mas não ousemos discutir por que isso aconteceu. Nossa mente é muito pequena para poder entender todas as coisas. Apenas nos coloquemos à disposição de Deus para aprender com a dor. Confiemos tão somente que a soberania de Deus é capaz de cuidar de nossas vidas.
Tenha uma ótima semana com Jesus.
De seu amigo, Pr. Gilson Jr.
|
| |
| Voltar |
|
 |
|