A FALTA DE ESPIRITUALIDADE DA RELIGIÃO 05/10/2008
Alcançando pessoas que pensam que a Igreja é o problema, não a resposta.
Tim Keller

“Um numero crescente de americanos dizem que são espirituais, mas não religiosos” diz Robert Wuthnow em “Em Busca do Paraíso”, sua avaliação do desenvolvimento espiritual americano desde 1950. Esta é uma espiritualidade sem verdade ou autoridade, mas repleta de crenças no sobrenatural. É uma tendência nascida dos medos modernos da religião.
A igreja deve ecoar a própria crítica poderosa de JESUS sobre a religião e demonstrar de modo visível à diferença entre a religião e o Evangelho. Duas questões podem ajudar as igrejas a refletirem sobre a sua mensagem central:
A mensagem da nossa igreja distingue claramente entre a religião e o Evangelho? Jesus condenou a autojustificação através do desempenho moral, até certo ponto declarando que a religião era espiritualmente mais perigosa do que a imoralidade demonstrada abertamente (sem máscaras). Tanto a religião tradicional como a espiritualidade moderna são formas de auto-salvação. A maneira religiosa de ser nosso próprio Salvador nos conduz a tentar cumprir pela própria força as leis de DEUS, enquanto a maneira não religiosa de ser nosso próprio Salvador nos conduz a uma quebra de Suas leis. A solução é o Evangelho.
O Evangelho nos mostra um DEUS muito mais Santo do que um moralista conservador seria capaz de imaginar – pois jamais seremos capazes de satisfazê-lo através do nosso desempenho moral. Contudo mostra-nos também um DEUS muito mais amoroso do que qualquer relativista liberal seria capaz de imaginar – pois Seu Filho carregou todo o peso da justiça eterna. Seu amor por nós custou-Lhe muito caro.
Falando de um modo prático, isto significa que nós devemos ter extremo cuidado para distinguir entre uma virtude moral geral e a verdadeira humildade, a confiança, e o amor que flui do Evangelho. Sem o Evangelho, nós podemos conter (refrear) o coração humano, mas jamais mudar este coração. O Evangelho chama para o arrependimento, em vez de nos autojustificarmos. A verdadeira virtude que resulta desse arrependimento cria uma atitude da aceitação para com os pobres, os de fora, e os oponentes, que nem a religião nem o secularismo podem produzir.
Nossas ações demonstram a diferença entre a religião e o Evangelho? JESUS condenou a religião como um pretexto para a opressão: “E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? (Mt. 5:47). Somente quando os cristãos servem honestamente (de coração) ao pobre, somente quando os cristãos estiverem mais firmes contudo abertos a seus oponentes o mundo irá compreender a diferença entre a religião e o Evangelho. Empurrar comportamentos morais antes de elevar a CRISTO e colocá-lo na sua verdadeira posição é religião. A religião sempre age de fora para dentro “se eu me comportar da maneira correta (fora), então terei a benção e o amor de DEUS (dentro)”. Mas o Evangelho é de dentro para fora, “se eu souber sobre a benção e a Graça de DEUS (dentro), então eu tenho condições de me comportar de tal maneira (fora)”. Nós, de todas as pessoas, temos que compreender e aceitar os medos sobre a religião, porque JESUS mesmo advertiu-nos para sermos cuidadosos em relação a ela , e não interpretarmos erroneamente a chamada `a virtude moral que nos é dada pela Boa Nova da salvação em DEUS fornecida por CRISTO.

Tim Keller é pastor sênior da igreja Redeemer Presbyterian em New York City.

Leia e medite. Tenha uma ótima semana com Jesus. De seu amigo, Pr. Gilson Jr.
 
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