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| MALDITOS |
13/07/2008 |
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Essa expressão aparece na carta de Pedro e pode parecer-nos muito pesada. Mas o apóstolo tem como foco aqueles homens que iam pelas igrejas, auto-intitulados profetas e mestres, que introduziam de forma secreta heresias destruidoras. Pedro chega a dizer: “Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram...” (2Pedro 2:3). E o que movia esses homens era realmente isso, a cobiça de seus corações corrompidos. Quando leio a Bíblia cada vez mais me convenço que vivemos dias iguais ou piores que dos apóstolos.
Infelizmente o cristianismo de nosso tempo é qualquer coisa, menos cristianismo. Minha indignação não é contra as pessoas que seguem esses salteadores da fé, mas contra os homens que enganam milhares de pessoas com uma mensagem ilusória, fraudulenta e torpe. O que hoje é visto como espiritual é o mágico, o ritualístico, o mítico, envolvido de todo sincretismo religioso que a alma brasileira permite ter.
Pedro sintetiza esses homens da seguinte forma: “Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção!... Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. Malditos!” (2Pedro 2:12-14).
Um rápido olhar no evangelicalismo atual nos levará a ver que muito dos “ungidos” cabe muito bem nessa descrição do apóstolo. Infelizmente são esses que dizem o que é bênção ou maldição, lançam livros com regras e receitas de “fé e crescimento” espiritual. Falam de avivamentos, mas o que são avivados são suas contas bancárias. A Bíblia é um mero detalhe que os ajuda a dar um caráter bíblico na mensagem paganizada e antropocêntrica. A cruz foi deixada de lado, a obra de Cristo reduzida a uma salvação que garante a em quem crer créditos no mundo atual. O céu já não imprime nenhum desejo, pois o que se promete é o céu aqui, como se essas coisas fossem permanecer por toda eternidade. As promessas são palavras mágicas que ao serem pronunciadas pelo crente trazem um clima de “apropriação” onde Deus torna-se obrigado em cumprir o que Sua Palavra afirma. Em nenhum momento é falado de responsabilidade pessoal, de vida coerente e justa na presença de Deus.
Por isso Pedro não teme afirmar: “Esses homens são fontes sem água e névoas impelidas pela tempestade. A escuridão das trevas lhes está reservada, pois eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção...” (2Pedro 2:17-19).
Por isso irmãos avaliem cada pessoa que fala em nome do Senhor. Há muita gente boa, homens e mulheres preparados, com uma boa base teológica e bíblica, coerentes e firmes. Mas há muitos falsos profetas. E por isso temos que seguir a orientação do apóstolo João: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (1João 4:1).
Tenha uma ótima semana com Jesus. De seu amigo, Pr. Gilson Jr.
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