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| CARTA AOS SENADORES |
04/11/2007 |
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Excelentíssimo Senhor Senador:
Venho à presença de Vossa Excelência para informar que tenho acompanhado com atenção o cumprimento de seu mandato no Senado da República, sempre buscando o bem de nossa nação. Sou cidadão brasileiro, adulto e responsável, professor e pastor há quase 50 anos, Presidente Emérito da Convenção Batista Brasileira, entidade a que presidi cinco vezes e que reúne uma comunidade de mais de dois milhões de brasileiros, somados os membros das igrejas e seus familiares não batizados, sou pai, avô e bisavô, e quero defender as liberdades fundamentais, o que desejo para mim, meus descendentes e meus concidadãos, do Brasil, de seu povo e suas instituições.
Dirijo-me a Vossa Excelência para manifestar minha imensa preocupação com o PLC 122/06, que tramita nessa Casa do Congresso Nacional, pois a norma que propõe não atende, como creio, condições mínimas de manter a paz e a boa ordem da sociedade brasileira, e pode criar, se aprovada, violência aos princípios básicos de liberdade de consciência, de liberdade de expressão e de liberdade religiosa.
Como negar, Excelência, o direito de um empregador manter em seus quadros de funcionários pessoas que tenham determinado perfil? Por exemplo, não fumantes, não inveterados no uso de bebida alcoólica ou homossexuais praticantes? Como negar, Excelência, ao ministro religioso, seja sacerdote católico ou pastor evangélico, o direito e a liberdade de desde seus púlpitos e cátedras pregar e ensinar o amor de Deus a todas as pessoas, inclusive os homossexuais, mas também o plano e a vontade de Deus, à luz da Sagrada Escritura? Trata-se de questão ética e não de preconceito, de compromisso com Deus e não de discriminação.
Respeito, Excelência, a liberdade de alguém fumar, beber, prostituir-se ou entregar-se à prática homossexual, mas não sou obrigado a aprovar sua conduta. Nosso corpo – é o que a Bíblia ensina e nós cremos, pregamos e ensinamos – é templo do Espírito Santo, que não devemos poluir, aviltar ou mesmo destruir em decorrência do vício seja de drogas, de álcool, do fumo ou de uma sexualidade praticada de modo contrário aos propósitos de Deus.
Tenho compaixão, porque movido pela graça de Deus, de todas as pessoas que se desviam do plano Dele, mas prego há quase 50 anos um evangelho capaz de transformar, de libertar, de produzir uma nova criatura. E tenho visto milhares de vidas libertadas pelo poder do Evangelho de Jesus Cristo. “Quem está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”. Portanto, conclamo Vossa Excelência a votar contra o PLC 122/06.
Humildemente, informo a Vossa Excelência que se for aprovado esse Projeto de Lei, não mudarei minha posição ou negarei meu compromisso pastoral, e continuarei a pregar a verdade bíblica onde for convidado a proclamá-la, mesmo com risco de minha liberdade e até de minha vida.
Respeitosamente,
Irland Pereira de Azevedo
Texto de carta enviada pelo Pastor Irland Pereira de Azevedo, no dia 23 de outubro, aos Senadores da República. Para quem não o conhece, é Pastor Evangélico Batista há 50 anos, Professor, Doutor em Teologia e Homem de Deus atuante não só no Brasil como no mundo, sempre pregando a Palavra de Deus pura. Penso que devemos refletir no que exposto, e também nos dirigirmos aos nossos "mandatários" nos mesmos termos, porque a liberdade de uns não pode ferir a de outros.
Do seu amigo, Pr. Gilson Jr.
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