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07 - Sardes |
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Ap. 3:1-6
Vejamos agora algumas características sobre a cidade e a igreja de Sardes, que nos darão uma base para entendermos o contexto desta carta de Cristo:
· Sardes foi a capital do antigo reino da Lídia, um dos maiores poderes encontrados pelos gregos nas suas primeiras atividades colonizadoras. Sob Creso, a cidade tornou-se muito próspera como capital de seu reino. Parte de sua riqueza se devia ao ouro abundante do rio Pactolo que atravessava a cidade. Originalmente fora uma fortaleza poderosa, mas Ciro, rei da Pérsia, derrotou Sardes e outras cidades das redondezas no ano 549 a.C. No ano 214 a.C. a cidade passou para as mãos de Antíoco, o Grande.
· Nos tempos romanos, essa cidade nunca recuperou sua antiga glória, embora fosse comercialmente importante. No ano 17 d.C. foi danificada por um terremoto; mas Tibério ajudou generosamente em sua recuperação. Esse ato de Tibério interessou a cidade na instauração do “culto ao imperador”. Sardes entrou em competição com Esmirna pelo privilégio de representação asiática do culto ao imperador. Esmirna foi escolhida.
· Plínio, historiador romano, informa-nos que a arte de tingir lã foi inventada ali. Hoje a cidade original não passa de um monte de ruínas. Atualmente uma pequena aldeia de nome “Sarte” existe próximo ao local da cidade original.
· Sobre a igreja que ali existiu não sabemos muita coisa. Na “História Eclesiástica” de Eusébio, é mencionado por três vezes o nome de Melito, bispo de Sardes do II Século d.C. Melito foi um crente fervoroso, dotado de grande poder. Escavações arqueológicas no lugar da cidade mostram que no antigo templo de Cibele (Ártemis) existia marca de cruzes. Tudo leva a crer que os cristãos tomaram posse do templo. Em torno do quarto século, o templo-igreja caiu em desuso, e os cristãos edificaram uma pequena estrutura para a igreja cristã no ângulo sudeste do templo. Ainda hoje este lugar está conservado. Somente o teto desapareceu.
Sardes é um exemplo de uma igreja acomodada, estagnada, contaminada e em decadência. Segundo o Senhor Jesus, Sardes “tem fama de estar vivo, mas está morto” (v.1). Externamente viva, interiormente morta. Ela é o exemplo do cristianismo nominal. A realidade é que Sardes não tem vida e nem poder espiritual.
E isto nos leva a certas questões: Como está o nosso cristianismo? Será que a nossa igreja não está morta? Não estamos nós parados no tempo e no espaço? Até que ponto a acomodação é a marca da nossa igreja?
Queridos irmãos, a igreja precisa de um avivamento já, caso contrário teremos o mesmo destino de Sardes. Cristo quer uma igreja comprometida, atuante, que tenha vida e poder na ação do Espírito Santo. Por esta razão Cristo se apresenta a Sardes como aquele “que tem os sete espíritos de Deus”, ou seja, Ele tem a plenitude do Espírito Santo (cf. 1:4); e Ele também tem “sete estrelas”, ou seja, Cristo continua a ter o seu cuidado pelas igrejas. Ele se apresenta a Sardes desta forma para mostrar o que deseja fazer. Vejamos por que o avivamento em Sardes era tão importante e tiremos conclusões importantes para a nossa vida.
I – Sardes precisa de um avivamento por estar morta (v.2)
Sardes estava morta. Eles tinham uma piedade exterior, mas não tinham poder genuíno vindo do Espírito Santo. A tradução literal no grego do verso seria: “Torna-te desperto, e põe-te a vigiar”. A igreja estava morta e ninguém tinha notado. Por esta razão a convocação do despertamento para evitar uma morte generalizada.
Quando vivemos no pecado e deixamos de reconhecer o estado lamentável, não fazendo nada a respeito para a mudar a situação, então é hora de estabelecermos uma “vigília” para nós mesmos.
Infelizmente muitos de nós temos medo de uma palavra: AVIVAMENTO. E pior, muitas das nossas igrejas precisam de um avivamento e não querem. É por esta razão que muitas das nossas igrejas permanecem raquíticas, com crentes fracos e fracassados, igrejas frias e mortas. A igreja foi criada para ser um organismo vivo e atuante. Ela deve ser viva porque Seu Deus é vivo. Caso contrário alguma coisa está errada, e com certeza não é com Deus.
Uma igreja ia fechar suas portas. O pastor decidiu realizar o último culto com todos os membros. No culto tinha um esquife e dentro dele um espelho. O culto fúnebre era para a igreja. O pastor pediu aos membros que dessem a última olhada no morto. E quando cada membro olhava pela janelinha, via a si mesmo. Quando a igreja morre, seus membros também morrem (Ilustração nº 1).
A cidade de Adria, que era um porto famoso na era cristã, e que deu nome ao mar Adriático, atualmente fica a 26 Km afastada do mar. Sabe por que? Porque os entulhos, descido dos montes e dos vales ao seu redor encheram o porto, e finalmente empurraram para longe as águas do mar. O mar, doador de vida, agora está longe, devido às várias formas de corrupção, que se consolidaram. E isto pode ocorrer a uma vida individual, ou a vida de uma comunidade religiosa, como uma igreja local. Quanto mais deixamos o pecado acumular em nossa vida, mais longe do Senhor ficamos. Esta era a situação de Sardes. Por isso o Senhor lhe advertiu: “Esteja atento! Fortaleça o que resta e o que estava para morrer, pois não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus.”. Sardes estava em coma.
II – Sardes, uma igreja que precisa de arrependimento (v.3a)
Muitas vezes pensamos que a igreja vai bem quando na realidade não vai. A igreja vai bem quando seus membros se comprometem de tal forma com Cristo e sua igreja, que o evangelho cresce de forma natural no poder do Espírito Santo. A igreja vai bem quando seus membros têm sede de Deus e de Sua Palavra. Vai bem quando põe em prática o que a Palavra diz, deixando de lado o pecado. A comunidade caminha bem quando o amor por Deus é demonstrado dia a dia, na convivência com o irmão, deixando de lado as diferenças, o orgulho, os “achismos” e o eu. A igreja vai bem quando tem uma vida de oração e exerce o poder do Espírito Santo a cada momento. É por esta razão que Cristo chama Sardes – e por que não nós também – ao arrependimento.
· “Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu;...”. Assim como em Éfeso, Cristo chama Sardes a lembrar-se do passado, pensar nos dias em que era forte, vigorosa e onde muitos trabalhavam para o crescimento da igreja. Era para lembrar o compromisso com Cristo, o amor por Ele. Isto devia ser feito logo. Sardes estava vivendo na hipocrisia de sua vida religiosa.
Muitas vezes vivemos uma vida cristã tão acomodada, tão mesquinha, tão fria, que o que fazíamos no passado parece estar tão distante, que não nos lembramos. Amados, é hora de reativar a memória. Não podemos ser levados pelo inconsciente coletivo que domina o nosso povo brasileiro. Dizem que o brasileiro tem memória curta. Mas, antes de sermos brasileiros, somo povo de Deus, e Ele nos chama a atenção: “Lembre-se...”. Mas esta lembrança não deve ser só do amor de Cristo. Devemos acima de tudo nos lembrar daquilo que foi recebido e ouvido.
Houve uma época da história da humanidade chamada “Era das Trevas”. Nesta época pouquíssimas pessoas tinham acesso as Escrituras. O evangelho vinha perdendo espaço para a paganização na igreja. Isso produzia uma igreja imoral em todos os sentido, e fazia com que se discutisse “abobrinhas” (p. ex.: Quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete?), levando o povo a uma cegueira espiritual sem precedentes.
Foi na Reforma que a voz de Deus voltou a ser ouvida e a Escritura devolvida ao povo. Enquanto a “Era das Trevas” representou o silêncio da igreja, a Reforma foi a quebra deste silêncio. No entanto, a Reforma não sustentou por muito tempo o “avivamento” esperado. As pessoas “ouviram”, acolheram com alegria a fé, só que depois esqueceram.
G. Campbell Morgan relata que na Inglaterra estava sendo exibido o belo quadro pintado por Hunt, em que se via Cristo a bater na porta. Um menino perguntou ao pai:
- “Qual a razão das pessoas de dentro não atenderem?”
- “Não querem”, replicou o pai. O menino não ficou satisfeito, e começou a pensar. Logo após disse:
- “Não, mas é porque estão vivendo no quartinho dos fundos, e não podem ouvir”[1].
Faz quanto tempo que você não escuta a voz de Deus? Será que você não está no quartinho dos fundos, frio, escuro, cinzento, empoeirado pelo pecado? Talvez a sua vida está assim porque você insiste em permanecer desta forma. Cristo diz: “Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu;...”. Aqui o termo “recebeu” está no tempo perfeito, indicando um depósito de verdade, que permanece e do qual se pode tirar vantagem. No entanto o verbo “ouviu” está no aoristo no original, e indica o “ato de ouvir”, o que se deu quando tiveram a oportunidade de conhecer novamente o evangelho.
Não devemos nos esconder e esquecer do que recebemos e ouvimos. Cristo quer que dia após dia a sua igreja seja renovada por meio de Sua Palavra, ouvindo a voz de Seu Mestre.
· “...obedeça...”[2]. Leiamos II Tm. 1:14; 2:2. Muitos gostam de ouvir a Palavra, mas não guardam. O salmista disse: “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.” (Sl. 119:11). Para o salmista a Palavra do Senhor no coração é a constante lembrança de que temos um compromisso maior com o Senhor do que com o pecado. A palavra que aparece no grego, threi (terei)[3], significa “cumpre a obrigação”, após ter ouvido e recebido a mensagem. O guardar no caso deve levar o cristão a observar e por em prática as palavras do Senhor. Por isto a NVI traduz por “obedeça”. Tiago 1:22-25 nos diz: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer.”. Sejamos aqueles que ouvem e obedecem ao Senhor.
· “...e arrependa-se.”. Em todas as cartas do Apocalipse a chamada ao arrependimento é comum (exceto Esmirna e Filadélfia). Como já falamos das outras vezes, o arrependimento não nasce do esforço humano, de uma mudança superficial que vem de uma atitude mental do indivíduo ou da intenção. O arrependimento é uma atuação do Espírito Santo. Juntamente com a fé forma a conversão. É verdade que requer a cooperação da vontade humana, mas transcende a possibilidade do que é meramente humano. Quando nos arrependemos e nos convertemos, a própria natureza de Cristo vai sendo implantada em nós, e vamos recebendo a sua imagem de modo progressivo. O arrependimento é o primeiro passo no recebimento de toda a plenitude de Deus (Ef. 3:19), no recebimento da participação na própria natureza divina[4] (II Pe. 1:4), e assim viremos a participar da própria forma de vida de Deus (Jo. 5:25,26; 6:57).
Portanto, a convocação de arrependimento é à Igreja, para mim e para você. É necessário arrepender-se para poder ver o poder de Deus em nós.
III – Sardes, uma igreja que precisa vigiar (3b)
A vigilância é algo que está em toda Palavra de Deus. Sardes era uma acrópole inexpugnável, que nunca fora conquistado em ataque direto; mas duas vezes na história da cidade ela foi tomada de surpresa por falta de vigilância da parte de seus defensores.
A advertência aqui quanto a vigilância é acerca da segunda vinda de Cristo, a esperança do cristão:
“Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.” (Mt. 24:42,43; Lc. 12:39,40)
“Fiquem atentos! Vigiem! Vocês não sabem quando virá esse tempo. É como um homem que sai de viagem. Ele deixa sua casa, encarrega de tarefas cada um dos seus servos e ordena ao porteiro que vigie. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem quando o dono da casa voltará; se à tarde, à meia noite, ao cantar do galo ou não ao amanhecer. Se ele vier de repente, que não os encontre dormindo! O que lhes digo, digo a todos: Vigiem!” (Mc.13:33-37).
Vemos portanto que a ordem é para vigiar. Neste caso, Sardes estava dormindo. Envolvida no mundanismo, dormia “deitada eternamente em berço esplêndido”. Cristo para isso conclama a igreja para despertar do sono da morte e do pecado, para não ser pego de surpresa: “...Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você.”.
Hoje em dia também é assim. Muitos estão nas igrejas, mas estão dormindo, embalados pelo mundanismo e pelo pecado. Isto nos lembra aquilo que Jesus disse na sua parábola sobre o bom e o mal servo (Mt. 24:45-51).
O mais interessante é que Cristo diz que virá “como um ladrão”. A palavra ladrão, que no grego é klepthV (kléptês), indica alguém que normalmente não rouba com violência, o qual obtém sucesso com suas maneiras e habilidades astuciosas, em contraste com outro vocábulo, lhsthV (lestês), ou seja “assaltante” aquele que se apossa por meio da violência[5].
Cristo chegará como “kléptês”, de forma invisível e inesperada. Quem não estiver preparado será pego de surpresa. O N.T. tem vários textos sobre a vinda de Cristo e a necessidade de estarmos preparados (I Ts. 5:2-4; II Pe. 3:10; Ap. 16:15).
Sardes precisava vigiar. Nós precisamos vigiar. Por isso, como estamos diante de Cristo? Dormindo ou vigilantes? Desperta Igreja do Senhor, e vigia, pois Ele está às portas. Um provérbio grego dizia: “Os pés das divindades vingativas são calçados de lã”. Pois é, na cidade que tinha nascido a arte de tingir lã, Cristo viria de forma inesperada e silenciosa.
Como sempre existe um vencedor, um remanescente fiel. No verso 4 Cristo faz menção deste grupo fiel ao Mestre, que “...não contaminaram as suas vestes... pois são dignos”. Infelizmente percebemos que o Senhor diz ser este grupo de “uns poucos”. Este grupo é o que Cristo quer de sua igreja:
- “...não contaminaram as suas vestes...”: Temos aqui uma metáfora. Podemos ver em outros textos no N.T. que nos trazem semelhante idéia (Ef. 4:22,24,31; Gl. 3:27; Cl. 3:8-10,14). Aqui a metáfora indica a conversão verdadeira, quando o indivíduo se reveste do “novo homem”, da “nova natureza”. A idéia é de uma nova roupa para a alma. As vestes indicam o caráter essencial dos crentes. Enquanto a maioria da igreja se corrompia e se contaminava através de rituais pagãos, com o pecado e com a letargia espiritual, este grupo zelava pelo caráter e espiritualidade profunda. Por isso andarão com o Senhor.
- “...Eles andarão comigo, vestidos de branco, pois são dignos.”: A vida desses irmãos era de uma dignidade incomum. Eles não confessavam o Senhor só com a boca, mas com a vida. Eles estavam sendo transformados segundo a imagem de Cristo pelo Espírito Santo. Por esta razão eles compartilhavam de seu valor aos olhos de Deus.
Todos os que seguem este exemplo são chamados por Cristo de “vencedor”, e este tem grandes promessas. Pelo menos três a partir do verso 5:
· “...será igualmente vestido de branco.”. Podemos ver aqui alguns simbolismos: 1) Pureza de vida e caráter, transferida para as dimensões celestiais; 2) Imortalidade obtida através da santidade; 3) Recebimento do corpo imortal, veículo da alma, em substituição ao corpo mortal de nossa experiência terrena. Esta idéia pode ser encontrada no N.T. (I Co. 15:53,54; II Co. 5:4), como também na literatura pseudo-epígrafa (I Enoque 62:15,16: “...vestes que são chamadas de vestiduras de glória e vida dadas por Deus, para manifestação nos lugares celestiais.”)[6]. A idéia com certeza mostra os santos glorificados, transformados, participando da glória de Deus,
· “...Jamais apagarei o seu nome do livro da vida,...”. Você pode conferir depois Êx. 32:32 e Sl. 69:28. Na antiga nação de Israel, tal como em outras culturas, havia um registro de cidadãos da cidade, da província ou país. No caso de Israel, ter o próprio nome em um daqueles registros era prova de cidadania com seus respectivos privilégios. Ter o nome apagado equivaleria a perder a cidadania e seus privilégios. Aqui vemos uma grande verdade espiritual. Só o nome dos vencedores, dos fiéis é que estarão no livro da vida. Será que seu nome está no livro da vida?
Além do Livro da Vida a tradição da literatura do A.T. desenvolveu livros similares como o da memória de ações boas (Ml. 3:16; Ne. 13:14; Jubileus 30:22), memórias de ações más (Is. 65:6; I Enoque 81:4; 89:61-64,68,70,71; II Baruque 24:1) e memória de ações boas e más (Dn. 7:10; II Enoque 52:15; 53:2; Ap. 20:12; Ascensão de Isaías 9:22). Naturalmente não há necessidade de imaginarmos a existência de tais livros. São meios poéticos para expressar a “lei da semeadura e da colheita” (Gl. 6:7,8). Cada homem é responsável pelo que faz.
· “...mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.”. Cristo confessará o nome de seus servos, os vencedores. Jesus já tinha prometido isto aos discípulos (Mt.10:32; Lc. 12:8). Champlin vai destacar que a verdadeira confissão será dada pela vida transformada que demonstra a conversão genuína. Ele conta que um famoso estadista americano, preste a morrer, foi indagado: “Quer que alguém ore por ti?”. Ele respondeu: “Não. A minha vida é a minha oração.”. E assim Champlin complementa: “...nenhuma confissão pública pode substituir a real operação do Espírito Santo sobre a alma.”[7].
Podemos tirar algumas lições preciosas para nós:
· Devemos fazer uma auto-análise sobre como estamos individualmente (como cristãos) e coletivamente (como igreja), para que o Espírito realmente atue.
· Devemos deixar de lado o medo do tema “Avivamento”, e submetê-lo a ação de Deus em nossa vida por meio do Espírito Santo.
· Deus quer de nós o sincero arrependimento para que Ele possa agir. Este é o real e verdadeiro avivamento. Nisto podemos demonstrar o Deus vivo a quem servimos.
· Devemos exercer a vigilância. Cristo está às portas e devemos estar prontos no momento em que nosso nome for chamado.
Quero terminar este estudo com o pensamento do Dr. A.W. Tozer. Ele escreveu:
“Preguei sobre avivamento quando eu era bem jovem. Logo descobri que era fácil pregar sermões sobre avivamento; o difícil era fazê-lo acontecer na igreja... Tais bênçãos espirituais não podem ser compradas. Uma verdadeira obra de avivamento não pode ser trazida por um avião ou por um navio de carga. A presença de Deus e a sua bênção não podem ser induzidas pelo homem. Essas maravilhas de um avivamento somente poderão ocorrer se o Espírito tornar viva a Palavra de Deus, quando ela for pregada.”[8].
Que Deus nos abençoe e pela sua Palavra avive o nosso coração a cada dia. |
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